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Temas polêmicos

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Deixei passar uns dias para assentar a poeira e repensar os detalhes. Afinal, foi um fim de semana muito especial o do meu aniversário, comemorado com bastante alegria e muita intensidade. Tive ao meu redor caríssimos amigos, minha filha querida e parentes; vi o meu time vencer e encostar na liderança; assisti um show memorável de uma banda antológica; conheci o Centro Olímpico da Barra; presenciei a superação de um jogo de basquete em cadeira de rodas. Tudo ao lado do meu Amor.

Com a experiência adquirida durante os meus recém-completados 40 A.C.(40 anos Antes dos Cem), já aprendi muito sobre debates de temas polêmicos, mais passionais. Mas de quando em vez escorrego. Mesmo agora, com o quadril ajustado por uma prótese, às vezes me falta jogo de cintura.

Confesso ter uma forte resistência aos inconvenientes de plantão, pessoas com as quais se convive no meio social, alguns até amigos de longa data. Esses últimos, por características de personalidade, se julgam no direito de quebrarem as mais sensatas regras de etiqueta, abusando do humor de anfitriões com provocações desnecessárias e inoportunas.

Costumo evitar assuntos religiosos, políticos e futebolísticos, numa tentativa extrema de impedir constrangimentos com discussões mais acaloradas em ambientes incompatíveis. Ainda assim, há quem se esmere em fustigar os outros, buscando, ao que me parece, criar uma situação indesejada.

Outra vez, agora no meu almoço de aniversário, fui obrigado a viver tal chateação. Em meio a um grupo de vinte e poucas pessoas, num clima amistoso e de confraternização, houve quem se prestasse a insistir com piadas e provocações até que me fizessem reagir.

Ainda que eu guardasse todos os presentes de familiares com referências mais explícitas ao meu clube de coração, como é de se supor natural. Apenas pelo fato de optar por beber num copo presenteado pela minha filha, numa homenagem a ela, houve quem se incomodasse. Porém nada justifica, numa reunião dessa natureza, alguém cantar o hino de um clube diferente do aniversariante. Vale uma reflexão.

Enfim, a insistência desses personagens acaba criando uma instabilidade no humor até de quem não costuma se envolver com isso. E estimula reações intempestivas, respingando em terceiros. Se há uma falha maior, tudo aponta mais para inoportunidade dos convidados e menos para a intolerância do anfitrião. Minha mulher defende uma frieza maior em relação a esses desequilíbrios de outrem. Eu, mais em respeito a ela, procuro me manter distanciado, entretanto sucumbo à pressão do chope, eventualmente.

Eu, por uma questão de princípios, não iria como convidado na casa de quem que seja, em especial de um amigo, afrontá-lo com uma bandeira de um clube ou partido político do desagrado do anfitrião. Penso se tratar de uma agressão gratuita e desmedida, por melhor que seja o relacionamento entre os envolvidos ou o humor dos mesmos. Da mesma forma, não me sinto à vontade para, num almoço festivo, desconsiderar o direito do homenageado de demonstrar suas preferências pessoais.

Essa abordagem também objetiva me desculpar com todos os que se sentiram de alguma forma atingidos por algum comentário meu julgado impróprio. Não sou humilde nem arrogante, sou uma pessoa normal. Concedam esse desconto ao aniversariante. E considerem o fato de ser uma reação humana.

Aos provocadores, digamos assim, peço reverem essa mania.

 


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