Home » Textos » As mães são diferentes

Categorias

Arquivo do Site

As mães são diferentes

Barriga de mãe

As diferenças são aceitas mais fácil quando são as dos outros. Quando é nossa a diferença fica mais complexa. Quem nasceu teve ou tem mãe. Hoje é Dia das Mães, um dia diferente, bem diferente. Tanto quanto as diferenças entre os povos, as culturas, as raças, as cores, os credos, as crenças, as vozes, as vestes. Os seres, as religiões, os timbres, as roupas se assemelham, mas são distintas.

Dependendo da característica de cada uma, da sensibilidade e da formação, as mães podem se apresentar em embalagens diversificadas. Ausentes, dedicadas, amorosas, arredias, possessivas, descoladas, severas, bondosas, agressivas, dissimuladas, carinhosas, falsas, verdadeiras, passionais, rudes, apaixonadas, distantes, ciumentas, ardilosas, estrategistas, parideiras, adotivas, adotadas, madrastas, escolhidas, estupradas, prostitutas, impolutas, honestas, criminosas, enfim, de todas as espécies.

Entretanto, em especial por pressão mercadológica, a mitificação das mães as trata como se fossem imaculadas, invencíveis, inexpugnáveis, inimputáveis, infalíveis. Não são. As mães cometem erros e falhas, como todos os entes pela face da Terra. Vivemos pela fecundação natural ou in vitro, de pai conhecido ou não, mas o parto afiança a maternidade. Daí em diante as histórias separam as personagens de acordo com a evolução dos fatos, das condições, das peculiaridades, das necessidades e das vicissitudes.

Em mãos e contramãos, a vida tem marchas e contramarchas, por onde as mães percorrem seus caminhos e escrevem suas histórias. Felizes, pouco felizes ou nem tanto.

A natureza ou o destino as fazem mães. Os filhos as fazem melhores, piores ou iguais.


Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *