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Quem tem, tem medo.


Gigante

Quem tem, tem medo. Nesse momento os PeTralhas possuem lugares menos nobres, aqueles onde o Jararaca mandou a PF enfiar os processos, nos quais não estão passando sequer agulha. Por mais que os “convertidos” insistam em desqualificar delatores, opositores, juízes, policiais, mídia e o que mais vier os criticando, bater de frente com o povo é mais complicado. Na manifestação desse 13/03/2016 havia muita gente nas ruas brasileiras, na maior concentração popular contra políticos da história do Brasil. A multidão de 7 milhões de insatisfeitos pelo país afora ninguém vai poder chamar de “coxinhas”, de elite e dar outras desculpas esfarrapadas.

Em São Paulo a prefeitura petista retirou os ônibus de circulação, mas, a exemplo de todas as capitais e quase quatrocentas cidades brasileiras, além de localidades estrangeiras, vimos idosos, jovens, crianças, pobres, ricos, cadeirantes, enfim, toda a espécie de indignação em forma de gente se manifestando. Nenhum deles recebeu sanduíche de mortadela, transporte gratuito, nem foi remunerado para protestar. O estímulo vinha do civismo, pouco importando a classe social, a raça, a cor, a religião. Parece que o gigante adormecido levantou do berço esplêndido e veio com um porrete para esmagar a cabeça da cobra. Ao que tudo indica, o povo acordou e quer MUDANÇA JÁ!

A falta de argumento há de chamar a atenção para a lancha na orla carioca onde se lia “FORA DILMA”. Também vai ressaltar a focalização da câmera da Globo, essa TV do inferno astral petista. A mesma mídia estampou na telinha a faixa “NÃO VAI TER GOLPE”, puxada por um monomotor de propaganda nos céus de Copacabana. Não, desavisados, o Brasil não está dividido. Talvez estivesse nas urnas eletrônicas, aquelas rejeitadas por países sérios. Agora o povo brasileiro está quase todo do mesmo lado, o lado da verdade, da vergonha, da repugnância contra toda a sorte de descalabros cometidos por políticos inescrupolosos.

Um alienígena poderia supor ser Carnaval ou Copa do Mundo de futebol, mas a população do Brasil mostrou a sua cara, de um jeito ordeiro e pacífico, sem Black Blocks nem outros muquiranas. Ecoou do Oiapoque ao Chuí um repúdio aos acontecimentos deploráveis e sucessivos na política nacional. As imagens da cidadania de verde e amarelo ocupando as capitais e outras importantes cidades brasileiras foram emocionantes. No mar da manifestação não surfaram siglas de partidos e os oportunistas foram vaiados, repelidos com veemência. Os brasileiros exigem um basta na corrupção, nas mentiras, nos engodos perpetrados pelos defensores da ética e da moral há até treze anos, quando ainda faziam oposição raivosa. Assumiram o poder e fizeram pior. A propósito, não é a direita contra a esquerda, nem os ricos contra os pobres. É a Nação contra a corrupção. Lugar de corrupto é na cadeia, não importa quem seja, tenha sido ou venha a ser.

Por restrição física não pude me juntar a inúmeros amigos e amigas na manifestação maiúscula e significativa de mais um dia histórico em 2016. Eles foram os representantes da minha voz indignada, desde sempre, contra esse aparelhamento petista a assaltar nossos cofres e a destruir empresas nacionais das quais nos orgulhávamos. Não satisfeitos em achacar empreiteiras e pulverizar orçamentos públicos com superfaturamentos e cartéis, eles atacaram os institutos de seguridade privada das estatais. Ou seja, demoliram o presente e o futuro de incontáveis brasileiros, funcionários públicos ou não. Até mesmo os jovens fora do mercado de trabalho, impedidos de cursar uma faculdade por absoluta falta de recursos.

Em treze anos de escândalos, tivemos um cardápio variado, de Mensalão a Petrolão, passando por CPIs implodidas, por investimentos do BNDES a verificar e outros. Enfim, poderíamos abordar a saúde falida, a microcefalia governamental, a insegurança no ir e vir, a falta de saneamento básico, o vergonhoso sistema de transportes, a incompetência na gestão pública, as práticas mais indizíveis de uma gente preocupada com o destino próprio e dando as costas ao povo.

Mas essa magnífica manifestação resgatou o orgulho nacional, materializada na satisfação ao observar o nosso povo reivindicando o país de volta. Estiveram nas ruas famílias defendendo sua estabilidade, trabalhadores preservando seus empregos, desempregados pleiteando suas recolocações, idosos projetando sua aposentadoria, as crianças exigindo seus futuros. Essa força indestrutível, essa massa poderosa, essa união inquebrantável traduzem o brilho nos olhos de todos os cidadãos brasileiros. Ao se manifestar aos milhões, essa brava gente brasileira deixou os podres poderes nacionais, parafraseando Caetano, muito preocupados.

A voz das ruas nem sempre é ouvida por quem está no poder, mas se conhece os riscos dessa surdez. Vamos terminar como começamos. Quem tem, tem medo. Depois dessa fabulosa manifestação popular, QUASE SETE MILHÕES ou, segundo a visão da recontagem, QUASE QUATRO MILHÕES DE BRASILEIROS NAS RUAS, não passa uma agulha sequer naquele mais profundo recôndito deles. A noite para eles foi muito mais longa, não acabou com a música do Fantástico.

VOX POPULI VOX DEI!

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