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Beija-mão com o dinheiro do povo

“A pior perda de tempo é discutir com o fanático, a quem pouco importa a verdade ou a realidade, mas apenas a vitória do seu fanatismo.”

Hoje eu poderia estar falando do Dia Internacional da Mulher, mas vou falar de uma que não enobrece o gênero. Em tempos de severa crise econômica aguda, chamou a atenção o turismo particular da presidente Dilma nesse último fim de semana. A logística da Sra Dilma Rousseff para uma visita partidária e particular consistiu num helicóptero do Palácio da Alvorada para a base aérea de Brasília, o avião presidencial para Congonhas, um jatinho da FAB para São Bernardo do Campo, um helicóptero para um campo próximo e um carro até o destino final, o duplex do Sr Luiz Inácio Lula da Silva. Qual seria o custo dessa logística pela qual pagamos nós, o povo brasileiro em tempos de crise aguda? ­

Trata-se de um achincalhe à população brasileira que essa aproveitadora se utilize da estrutura do governo para atender a caprichos pessoais dela e de sua trupe de bajuladores. A economia brasileira destroçada e ela, à custa dos impostos absurdos pagos por nós, flanando de helicópteros, jatinho e avião do gove­­rno como as madames fazem com as suas aeronaves particulares. Depois aquele hipócrita vem discursar em nome do povão e contra as elites, após alguns goles num Romannée Conti, umas baforadas num Cohiba ou num Montecristo, mas apenas em charutos Habanos. E o povo?

A cidade de Mariana/MG virou lama no maior desastre socioambiental desse país e a presidente demorou uma semana para ir até lá. Porém, em meio dia a Sra Dilma Vana Rousseff fez uma romaria de luxo de Brasília a São Bernardo do Campo, por conta do erário, para o beija-mão de um fanfarrão, a quem ela deve a mudança radical de sua vida ordinária para o patamar presidencial, ainda que bem embaçado pela sua incompetência. Isso em meio a uma crise tenebrosa na qual ela mergulhou o país com a ajuda de seu padrinho e antecessor.

Governo perdulário num momento de empresas quebrando e desemprego galopante; quando nunca antes na história do Brasil se viu maior recessão; na época do menor PIB das últimas décadas. Pior, tendo a mesma agenda prevista para essa semana em curso, quando receberá o padrinho em Brasília! O que foi conversado no sábado não poderia esperar por alguns dias? Tudo indica que sim, mas tudo está tranquilo, tudo está favorável para eles há treze anos. O dinheiro não é dessa gente. Eles são bancados por nós.

Enquanto o piquenique no ABC era festivo, com a claque dos ratos dançando ao som do flautista, falta dinheiro para equipar hospitais com a infraestrutura básica para o seu funcionamento e os pacientes padecem para receber qualquer tratamento, do mais simples numa emergência ao mais complexo como químio e radioterapias. O convescote em São Bernardo do Campo seguia animado, enquanto continuamos sem orçamento para a Educação do povo, implodindo universidades federais e tornando o brasileiro cada vez mais distanciado de um futuro melhor. O passeio paulista transcorria com alegria, enquanto não há combate efetivo ao Aedes Egyptis, o inseto que destruiu de vez a falimentar Saúde no Brasil. O Aedes chega a achar graça ao encontrar em São Paulo, com o secretário estadual de saúde, um ex-ministro da saúde desse governo, parceiro de longa data do mosquito.

E qual a mão a ser beijada pela comitiva bajuladora brasiliense? A de um desmascarado que, em 2004, no exercício da presidência, se incomodou com o jornalista americano Larry Rohter, responsável por matéria no New York Times apontando-o como alcoólatra. Num rompante comum à sua personalidade irascível, tentou expulsar o profissional do Brasil, de forma arbitrária e contrária à Constituição Federal. Quem diria, ele mesmo que acordado pelo Delegado Flores alegou exagero e só queria sair do seu duplex no ABC se fosse algemado. Pois em 2004, alertado por um assessor sobre a Constituição não amparar a expulsão do americano, disse a quem quisesse ouvir: FODA-SE A CONSTITUIÇÃO! Agora, em diálogo com a presidente no dia de seu depoimento à PF, no melhor do seu português castiço, o celerado disse: QUERO QUE ELES (Polícia Federal) ENFIEM OS PROCESSOS NO CU! Foi isso que a primeira mandatária resolveu ouvir de viva voz em São Bernardo do Campo, ao invés de ficar com a pérola ouvida pelo telefone em Brasília?

E para fechar com chave de ouro, sem outro argumento contra as denúncias da PF, o padrinho da mão beijada arrematou na falação para a sua claque: QUERO VER TODA A MILITÂNCIA NAS RUAS! A militante Dilma atendeu de imediato. Lula quer se esconder das acusações debaixo da saia do MST, da CUT e da presidente. Ele quer o confronto, ele quer salvar a própria pele, não importa o que custar. Ele gosta mesmo do triplex do Guarujá, do duplex do ABC, do sítio em Atibaia, dos Romannée, dos habanos. Ele gosta dele mesmo. O povo que se exploda. Os fins, para essa gente, sempre justificam os meios.

Se tem quem queira beijar essa mão, gosto é gosto e não se discute.

Então, Dilma Rousseff, PAGUE AS DESPESAS DA VIAGEM!

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