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Que país é esse?

Operação Lava JatoAcordo todo dia e agradeço estar vivo. Em contraponto, as notícias desanimam. O ser humano é um espécime cruel e individualista, cujos objetivos são pessoais e egoístas. Testemunhamos um sertanejo, migrando de Garanhuns/PE para o Sul Maravilha, ser oportunista a ponto de, sem estudar e pouco trabalhar, chegar à presidência da república. Pois ele jogou no vaso e deu a descarga na chance de mostrar ao Brasil e ao mundo ser possível virar o jogo com honestidade. Outro dia li que o Lech Walesa foi informante da polícia secreta comunista na década de 1970. Lá e aqui os santos possuem pés de barro.

Mudando de fio a pavio, não tive o infortúnio de encarar o Zika vírus, meu privilégio foi ver o Zico dizimar adversários e meu prazer foi conhecer a Dona Zica, mulher do Cartola. Sorte minha, pois sou vencedor, amante da boa música e sobrevivi a duas dengues, além de não ser atingido pela microcefalia que desnudou a falência da tenebrosa saúde brasileira.

Cresci e envelheci, concluindo esses dias que o BIG BANG foi culpa do FHC, por lógica de dedução. Nesse fevereiro pós-Carnaval, quando o ano começa para valer, vimos reveladas as ondas gravitacionais da fusão dos buracos negros há 1,3 bilhão de anos.

Resolvi denominar os buracos negros de Lula e Dilma, tal a influência desses personagens nesses últimos 13 anos, numeral multiplicador do evento mais antigo. Na verdade, suas ondas não são gravitacionais, mas de alto poder destrutivo. Sua magnitude não se mede pela massa de 29 estrelas do tamanho do Sol, nem seu brilho sequer se aproxima da luminosidade da menor estrela de toda a galáxia.

O BUM inimaginável de milhões de séculos atrás virou hoje um MUB com a implosão da estrela do PT. O símbolo foi vítima de hecatombe moral e ética, seguida de total obscurecimento, num mergulho profundo nas trevas da existência. Deixou de ser estrela para virar o terceiro buraco negro dessa linhagem sinistra, além dos nominados e malfadados presidentes.

Ultrajante, patética, asquerosa, a usina de escândalos, de enriquecimento ilícito viabilizado por propinas e por maracutaias envolvendo os integrantes desse governo. Nunca antes na história desse país se abrangeu um espectro tão deplorável num partido em todos os seus escalões, dos mais notáveis aos mais rasos de seus quadros.

Começa no topo da cadeia alimentar, no nefasto ex-presidente da república, com a fortuna amealhada por ele e seus filhos, seu triplex e sítio, dentre outros patrimônios incompatíveis com a receita auferida. E vão todos se corrompendo, até chegar à base da pirâmide, aos militantes e seus vergonhosos sanduíches de mortadela, mastigados em meio a sorrisos amarelos da claque de supostos movimentos espontâneos e populares.

A cada dia surge um fato novo puxado por um fio a desenrolar um novelo de falcatruas assombrosas, espraiadas por todos, sem exceção. Prisões de políticos exponenciais do partido, de donos de empreiteiras poderosas, de intermediários, de todo tipo de gente envolvida em desvios de fábulas de dinheiro público ou não, como é o caso dos valores milionários subtraídos dos planos de previdência privada de servidores públicos.

Enquanto rios de dinheiro correm para os leitos podres de um governo corruPTo, alagam-se as metrópoles a cada água de março, janeiro ou fevereiro. Morre-se por balas perdidas, achadas ou inventadas nas ruas de grandes cidades, à luz do dia ou da noite, ao pôr do sol no Arpoador ou em vielas sombrias da Vila Cruzeiro no Rio de Janeiro. Colapsam idosos em filas de espera de hospitais decrépitos, por falta de atendimento, de medicamento ou de gestão. Perde-se a validade de toneladas de remédios em depósitos públicos, atrasam-se salários de professores, de policiais, de médicos, de servidores em geral. Fecham-se escolas por imposição da violência ao seu redor, pela falta de merenda escolar, pela ausência de profissionais da educação.

Onde estão os intelectuais desse país, onde estão os artistas? Onde estão os milionários cachês pagos pelo minguado salário do povo ou pelos impostos absurdos de produtos e serviços carreados para fins indevidos? Onde está a indignação, a opinião dos supostos representantes da população? Onde está a reação ao estado caótico a que chegamos?

A natureza humana, mercenária, ambiciosa, corrompida, se mostra um projeto falido, um modelo execrável, um protótipo condenado por defeitos gravíssimos, sem condição sequer de recorrer a um recall.

Termino parafraseando o saudoso Ivan Lessa, um dos criadores do não menos saudoso “O Pasquim”:

“O povo brasileiro tem os pés no chão. As mãos também.”

CHEGA!

Gabriel, o Pensador, levanta e dá o seu recado no vídeo a seguir.

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