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O Bloco dos Sujos

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Esqueçam a tristeza e as caras pintadas de palhaços enganados, os arautos do rei Momo querem todos preparados. Num passe de mágica, surgem arlequins e colombinas, somem Youssefs, Cerverós e Dilmas, a folia é autofágica. O Bloco segue sem rumo, de leste a oeste, sem norte ou nordeste, sem brilho, sem luz. A antasia de estrela cadente virou cometa, implodiu no vácuo, num negro buraco, sem casulo ou lagarta, sem borboleta. Os foliões brincavam de futuro, mas repetiram o passado, mentindo, enganando, iludindo o eleitorado. Hoje parecem um bloco de bebuns, tão hiPócriTas e decréPriTos, bandidos comuns. Enganam, roubam, não são mais vermelhos, perderam a cor, quebraram os espelhos, criaram o terror. O enredo elaborado já sabemos até de cor, o país foi devastado, vamos de mal pior. A folia alucinante busca os fins, define os meios, doravante os querubins sugam tetas, apertam seios. Sob máscaras de honestos, suas caras são piores, os filhotes de incestos, terroristas dos melhores. Vendem muitas fantasias para o bloco de enganados, são atores e atrizes com os cantos ensaiados. No refrão as mil mentiras se transformam em verdade, alegorias e adereços  e uma falsa realidade. Ocuparam os coretos, as praças e avenidas, trocam os anéis dos nossos dedos por desgraças e feridas. Aprenderam a  negar, a prometer e nada cumprir, desejam para sempre ficar, não pretendem sequer repartir. Um Bloco de Sujos com projeto e emblema, ignorando os dito cujos, seus desejos, seus problemas. Sua causa vendem justa, embora indecente, para eles nada custa, simples dolce far niente. Foram pedra em vidraça nas cantigas em tom maior, fazem merda e desgraça, vão de mal a pior. Desde sempre foi assim, e será até o fim, com os lusos e os santos, no pau oco dos encantos, nos espelhos dos escambos, nas miçangas dos mulambos. Jamais foi diferente, os índios crendo nos PaTrícios, o povo seguindo essa gente. O mundo gira e os lusitanos rodam, os tempos mudam, os tolos concordam. Essa gente ainda quer mais, aproveita o momento, passa o bloco, vão atrás, povo sem discernimento. Enfiam a faca, torcem a mão, ferimento mais profundo, na ressaca, na razão, Alegorias do passado, dos caudilhos, dos acabados, adereços dos cassados e dos mortos desenterrados. Samba atravessando no muro, na divisão, na censura, no escuro, na podridão, na ditadura. A mídia apoiou sua ascensão, hoje precisa de mordaça, de maior regulação. Comissão de frente dos Democratas de Discurso, estende o percurso, Viva Chaves, viva Evo, viva Raul e Fidel, bolivarianos, Cuba Libre, militares sem quartel. Coberturas no Guarujá e perto du Quartier Latin, mansões frente ao mar, com sol da manhã. Montecristo em baforadas e scotch 20 anos, rum Havana em goladas, inspirando novos planos. Gostam sempre do melhor, o povo é só um detalhe, vai sempre de mal a pior. No embalo dessa gente, passa até o Carnaval, Bloco dos Sujos permanente, grupo de sementes do mal. A tal da pátria educadora nasceu planta sem raiz, uma corja nunca vista na história do país. Desfila pelas ruas, pelos corredores palacianos, é a cara do Brasil desses falsos doze anos. Chega de desgoverno, chega de impunidade. Liberdade, liberdade!

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