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Depois de um forçado período sabático, fruto de uma tendinite violenta que me impediu de escrever, dormir ou respirar, retorno às minhas mal traçadas linhas. O braço direito ainda não está cem por cento, mas a dor já é suportável, pelo menos com a morfina. E de que devo falar? São tantos os assuntos que me vejo impossibilitado de escolher um.

Vou começar pelo menos importante, o já desgastado e enxovalhado governo petista, a farsa nossa de cada dia. Após as eleições, os descalabros que ela ameaçava seriam perpetrados pelo Aécio, caso vencesse, ela resolveu adotar. Está cobrando do povo a conta do desgoverno de mais de uma década, dos assaltos frequentes aos cofres públicos, das medidas eleitoreiras. Quer que nossos impostos paguem o Porto de Muriel, na Havana onde os artistas estão sob a alça de mira dos castristas despóticos de sempre. A dose de coca-cola injetada pelo papa no rum cubano trouxe um sopro de esperança aos insulares, Amordaçados há décadas pela ideologia superada de um caudilho patético em seu uniforme brega, os heróis desconhecidos foram surpreendidos com prisões diante de manifestações populares.

Por aqui, em terras brasilis, os trabalhadores precisam apertar os cintos mais uma vez, embora os rostos arroxeados denotem o limite da provação. A vaca tossiu e os direitos trabalhistas foram alterados em nome dos aportes prometidos para sanear as sandices do chavismo na Venezuela, ao apoio financeiro acordado com Cuba, ao socorro à Bolsa sacudida pela saqueada Petrobras, com o futuro previsto nos números do BNDES e o escambau a quatro. Só não se mexe nos salários astronômicos, nas contas em paraísos fiscais e nos encastelados de plantão, assaltantes dos cofres públicos. A simpática presidente, presidenta, presidAnta, como preferir o freguês, dentro do seu modelito capa de botijão, discursou laudas e laudas lidas no teleprompter. Sem cola periga precisar da bengala “está passando mal presidAnta?”.

Diante dos 39 ladrões inspirados no Ali Babá, ela discorreu promessas mentirosas, como sói acontecer com os políticos tupiniquins. Olhando o ministério e ouvindo as bravatas de sempre, não consigo entender como a defesa de minorias nos longos parágrafos da falação da companheira não encontra eco em suas escolhas ministeriais. Um time de homens, arianos e heterossexuais, onde as exceções raras se escondem no fundo da  tomada do dispositivo, como diriam os milicos, para não contaminar a foto. E a mandatária principal, com o seu humor de caserna urinada, passos fortes como um rinoceronte, acena para a claque minúscula e contratada a sanduiches sem recheio. Pobre Brasil.

Vencido o sacrifício de falar nessa mazela chamada governo, e esquecendo o IPTU, o IPVA, os quase R$ 3,50 dos ônibus, os R$ 5,90 da Linha Amarela, NA IDA E NA VOLTA, os impressionantes R$ 9,00 das ações no fundo do poço perfurado na qual a Petrobras foi atirada, seguimos em frente.  No futebol, o Pequeno Príncipe chora lágrimas de esguicho com a fuga do Celso Barros, a efígie da bandeira dos otários. As baratas estão voando e os infelizes com narinas de defunta beijam o asfalto e pedem a benção a João de Deus, alimentando a fé que não costuma faiar. Mas, não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe. Os ratos estão fugindo equilibrados no cordame do navio à deriva e o Conca já experimentou o Manto Sagrado número 10 e gostou. O Canteros disse que os dois portenhos vão jogar como música na meiuca rubro-negra.

E, abrindo o baú do 2015 despertando, uma Lourinha me avisa carinhosa que hoje é Dia dos Santos Reis. O síndico Tim Maia, ainda ensandecido com a “minissérie” da Globo cheia de edições tendenciosas, interrompeu a cantoria de “é os bodes da gente, é os bodes mééééé”. Reclamou do retorno com o vozeirão inconfundível, encheu os pulmões lá no camarote do andar de cima e lembrou que “você é mais do que sei, é mais que pensei, é mais que eu esperava, baby. Você é algo assim, é tudo pra mim, é como eu sonhava, baby. SOU FELIZ AGORA”. Valeria, obrigado pelos dezoito meses de plena felicidade. Meu inverno acabou naquele 06/07/13. De lá para cá “é primavera, te amo, MEU AMOR. Trago esta rosa para lhe dar, MEU AMOR. Hoje o céu está tão lindo, vai chuva”.

 

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