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Setembro perfeito

Setembro 3

Setembro será sempre um mês especial em minha vida, por abrigar eventos memoráveis como o nascimento do meu pai, o casamento dele com a minha mãe, o meu nascimento e o nascimento de uma das minhas afilhadas, a Camila, todos eventos do dia dez. Além disso, tenho queridos amigos aniversariando nesse mês e outras datas marcantes. Em 2014 setembro se superou. Foram inúmeras e intensas as emoções vividas num mês ainda por terminar. Elas permearam o período de forma harmônica, distribuídas com generosidade por terços do mês, como se o capricho do destino respeitasse o desejo de manter a felicidade permanente. A alegria esteve presente de maneira memorável, em ocasiões de plenitude tal que se estenderam por dias em meu imaginário.

Comecei o mês fazendo uma viagem a Carmelo, às margens do Rio da Prata, para presenciar o casamento do Paulo com a Camila, minha afilhada nascida no mesmo dia que eu, 10/09. Embora residentes em São Paulo, resolveram se casar naquela pequena e linda cidade uruguaia. Apesar da minha cada vez maior dificuldade de deslocamento, em razão de um problema grave na perna direita, a vontade de vivenciar esse momento único me deu forças. Fomos recepcionados com enorme fidalguia e organização, desde o porto de Colônia do Sacramento até o hotel em Carmelo, um sonho de instalações maravilhosas, em meio a uma floresta de eucaliptos. Coquetel de boas vindas à noite da chegada e descanso para o grande dia. A cerimônia ocorreu às 13:00 de 06/09 numa igreja de dois séculos, na praça de central de Carmelo. Foi conduzida por um sacerdote recém-chegado da cúria romana, ex-professor dos noivos e celebrada em português e inglês, em razão de muitos convidados do exterior. Orquestra de câmara e coro. Irretocável e emocionante, da beleza dos noivos ao êxtase de todos os presentes, incluindo o meu tio José Benedicto, avô da noiva, tocado aos 93 anos de idade. Em seguida, a recepção numa tradicional vinícola uruguaia, coquetel, almoço e festa até o fim da noite. Muito obrigado por tudo, Camila e Paulo. A vida lhes reserva a melhor resposta em realizações a dois, estou convicto. Beijos.

Retornei ao Brasil mais cedo do que programara em razão de outras núpcias. Dessa vez o casal de amigos Gláucia e Helinho, meu amigo há mais de trinta anos. O evento aconteceu num domingo de sol e céu azul límpido, um dia esplendoroso emoldurando a magnitude da festa. Ela se realizou no Sítio Pedaço do Paraíso, lugar cujo nome faz justiça, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, próximo ao centro gastronômico da região. Juntos há quinze anos, os noivos decidiram formalizar a união e confirmaram os laços da união em meio à natureza, com o testemunho de amigos de toda a vida, a bênção das mães dos noivos e a participação muito especial da filha Aimée, uma pérola de criança carregando as alianças. Muitos amigos dele e dela, de infância, da faculdade, do meio profissional se juntaram ao casal para fortalecerem a aura positiva presente no local. Por volta das 13:00, pastor, mãe de santo, juiz de paz e outros tornaram ecumênica a consagração. Muita emoção e energia no ar. Linda cerimônia. Belíssima recepção posterior, com almoço e coquetel se estendendo por toda a tarde, animados por música ao vivo. Saímos de lá, todos, irradiando felicidade. Muito obrigado por tudo, Gláucia e Helinho. O futuro só fará renovar e multiplicar o imenso amor que vocês têm um pelo outro e pela Aimée. Beijos.

Quando eu imaginava setembro já coroado por fatos positivos, me chega essa notícia tão esperada: meu filho Gustavo, vencedor de desafios desde sempre, aos 26 anos e no dia 26/09 foi aprovado por uma banca examinadora. Agora é Mestre em Engenharia pela Escola Politécnica da UFRJ. Eu não quis estar presente à defesa da tese dele por considerar inoportuno. Poderia desestabilizá-lo e ajudaria menos do que torcendo à distância. Quando ele me deu a notícia fiquei bastante emocionado. As vitórias dos filhos repercutem muito mais em nós do que as nossas. Sentimo-nos vitoriosos duplamente, temos a sensação de dever cumprido, de alcançar objetivos transcendentes às nossas próprias forças e limitações. Esse desafio foi bastante exigente para o meu filho. Graduado pela UFRJ em Engenharia, ele resolveu partir para o Mestrado de imediato. Em paralelo iniciou uma carreira de empresário, associado a outros parceiros de curso. Perdeu um tempo considerável de desenvolvimento e investimentos numa empreitada malograda por um dos sócios, pela eterna ganância a grassar nesse mercado selvagem. Reiniciou do zero com os demais parceiros também logrados e venceu, estruturando uma nova empresa. Só que o esforço foi paralelo ao Mestrado e ele não podia abrir mão de nenhum dos dois objetivos. Chegou a priorizar a empresa, mas decidiu seguir com os dois projetos. Abriu mão de sua vida social, muitas vezes do sono reparador. Ficou imerso nas duas frentes, sem direito a fins de semana, feriados, horas livres, lazer ou noites. Mas, venceu. E dedicou o seu trabalho a uma pessoa em especial, por escrito, na abertura da dissertação da tese do Mestrado. Meu filho foi sábio em reverenciar a outra e única Mestra que houve em nossa casa, minha falecida mulher, mãe dele, Márcia. E, na dedicatória à família, abriu espaço para lembrar do avô dele, meu pai Dario, falecido dezesseis anos antes do Gustavo nascer. Numa nobilíssima homenagem denominou o avô de pedra fundamental em sua vida. Emocionou-me demais. Muito obrigado, meu filho. Um Mestre não se faz apenas com o título. Tenho muito orgulho de ser seu pai. Suas perspectivas são cada vez mais promissoras e o sucesso é seu gêmeo siamês. Beijos, meu amado Mestre.

Mais do que inexorável, pura verdade, em 10/09/14 completei 58 anos. Sinto o incontestável reflexo desse tempo em meu corpo. Porém, também inegável ser um setembro que me deixou muito mais forte e energizado. Não tenho a menor dúvida de estar muito melhor depois dele. Muito obrigado, Setembro. Sua repetição me pereniza e aguça os sentidos, me faz mais pleno, mais realizado, mais feliz. Conto sempre com a sua chegada, mais do que contar as suas primaveras. Beijos.

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