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Por aqui se instituiu que oito de março é o Dia Internacional da Mulher. Ainda que pareça ilógico falar em por aqui e Internacional, mas já houve e ainda há diversas datas para esse evento, em razão de motivações diferentes, num e noutro país. A exemplo de outras datas significativas e emblemáticas, o simbolismo se apequena diante da relevância. As mulheres de ontem, hoje e amanhã terão eterna importância, inobstante se definir uma data para elas ou não. Não haveria mundo sem as mulheres, mesmo se defendermos a existência da inseminação artificial há algum tempo. Muito mais do que a fecundação e o desenvolvimento do feto até o parto, as mulheres criam seus filhos, física, espiritual e moralmente.

Afora os fundamentos da geração e criação, as mulheres dividem o espaço da vida com o homem. As coisas do coração e da mente passam por elas, por sua beleza, inteligência, delicadeza, sensibilidade e tantas outras inesgotáveis qualificações para um ser tão especial. O sol nasce para cada um de nós mais de uma vez ao dia. O nascente da natureza se estende aos sorrisos resplandecentes da mãe, da filha, da namorada, da mulher, da amiga, da amante, da irmã, da prima, de mulheres célebres, de mulheres desconhecidas. Somos dependentes dessa dose diária inoculada como um vírus a nos proteger dos ataques cotidianos, a nos imunizar contra todas as ameaças.

Sofremos com elas, por elas, para elas. Superamos obstáculos, vencemos desafios, contornamos dificuldades e enfrentamos nossos medos. Elas nos fazem muito mais felizes, satisfeitos, completos. Nada seríamos sem a sua cumplicidade, sua parceria, seu amor. Precisamos de sua seiva, de sua inspiração, de seu conforto, de sua proteção. Não sobreviveríamos sem elas, não suportamos um racionamento, um isolamento, um afastamento ainda que eventual. Precisamos saboreá-las como raras frutas de gosto incomparável, de cor exótica e única, de perfume envolvente. Degustá-las, cada uma a seu modo, desfrutando do prazer divino de sua essência.

Multiplico a minha reverência a todas as mulheres, essas guerreiras incansáveis contra a incompreensão, a desigualdade, a truculência, a deselegância, a desconsideração, o desprezo, a desfaçatez, o preconceito, o despropósito, enfim, a toda manifestação contrária às fontes onde bebemos nosso viver. Quando eu nasci elas eram cinco milhões a menos do que os homens no mundo. Hoje são quase sessenta milhões a menos. Mas, são maioria em nossos corações e mentes.

Dentre tantas maravilhosas heroínas, vou sintetizar a minha admiração pelo mundo feminino em quatro mulheres muito especiais na minha caminhada, qual os quatro elementos de nossa existência. A minha fantástica mãe, Lourdes, terra onde fui semeado, cultivado e nascido, por força de sua abnegação em regar a semente que virou planta fortificada por cada conselho que ouço até agora; a minha saudosa e amada mulher, Márcia, água que molhou a minha fronte, refrescou os meus olhos e matou a minha sede por décadas de meu caminho, tortuoso ou não, e de cujo manancial transformou duas gotículas nos rios caudalosos que são os meus filhos, Natália e Gustavo; um desses meus afluentes, a minha Natália, reflete em suas águas o fogo do sol cuja chama imorredoura mantém acesa a presença feminina na minha casa, com sua garra, o seu zelo e o seu carinho, lutando com bravura contra as nossas adversidades; e o meu amor, a Valéria, o ar que voltei a respirar e me preencheu de vida no pior momento da minha história, assumindo o papel de amada, amiga e amante, mesmo com muita responsabilidade sob seus ombros.

Através dessas quatro maravilhosas mulheres, sintam-se todas homenageadas, hoje e sempre.

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