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Nossas origens

Stonehenge

Tenho consciência de quão polêmico é o assunto. Passa um tempo e volta ao temário a antiga dúvida sobre as nossas origens. Deixando as teorias darwinianas de lado, por hoje já não serem tão sustentáveis, as suposições reverberam. Os fatos chegam ao nosso conhecimento, muitos deles comprovados pela ciência, nada mais nos restando do que pesquisar com mais profundidade e tirar nossas conclusões. As perguntas que tentamos responder desde sempre, quem somos, de onde viemos e para onde vamos, pipocam em nossas mentes e exigem respostas. Acreditar em dogmas que definem eventos improváveis parecerá mais fácil em qualquer circunstância. Com a evolução tecnológica e o conhecimento adquirido por mídias velozes, disponíveis em todos os quadrantes do mundo, levamos sucessivos tapas na cara. Por comodidade enterramos a cabeça no primeiro buraco.

Qual avestruzes histéricos, somos cúmplices na omissão generalizada num assunto de relevância fundamental. É quase inegável refutar as versões cada vez mais insistentes de que nosso DNA traz em sua estrutura algo oriundo de uma civilização mais adiantada. Ou de civilizações mais adiantadas, não sei. Os fenômenos relatados nos anais da história, sobretudo os considerados metáforas a serem interpretadas com a chancela religiosa e dogmática, possuem lastro em corolários diferentes. As descobertas aceleradas de alternativas científicas para uma série de motivações diferentes ensejam uma ótica mais adequada aos relatos antigos. Naves espaciais, exoesqueletos, transporte molecular, propulsores individuai, manipulação genética, transmissão de ondas, enfim, tudo conspira a favor de esclarecimentos lógicos.

É insano imaginar que as toneladas de pedras de Stonehenge tenham se deslocado com os recursos precários da época por quilômetros de distância e se estruturado como lá permanecem. Nem quero entrar no mérito do que representam como emanação de energia e do significado de sua disposição. Quero me deter no fato de que a região não dispunha desse material, o percurso de sua origem até lá se mostra escarpado e tortuoso. A hipótese de que Merlin tenha transportado os monólitos por levitação, acompanhando-os durante o trajeto sinaliza algo interessante. O dublê de mago e mentor do Rei Arthur, ambos personagens controversos, foi muito mais longevo do que o aceitável, a exemplo de Matusalém, Noé e outros personagens importantes da história. Só para citar esses três, todos tiveram origem em inseminações assexuadas. Merlin tem uma biografia riquíssima, cercada de feitos inacreditáveis para um homem comum. E por mais que se atribua a ele dons fantásticos, conhecimentos especiais e práticas inusitadas, seria aceitável somente pela interferência de artefatos e/ou poderes outorgados por uma inteligência muito mais adiantada.

Não que o ceticismo exacerbado nos ofuscasse a ponto de engolir explicações mitológicas para fenômenos metafísicos. Nem duvido de tantos milagres, mas prefiro acreditar numa ajuda mais palpável, como a presença de uma inteligência superior, no DNA de Merlin ou nos instrumentos utilizados por ele. O mesmo raciocínio poderia ser estendido para a construção das pirâmides, da esfinge, de incontáveis obeliscos, das cabeças da ilha de Páscoa, das enormes esferas perfeitas encontradas por diversos locais da face da Terra. Sem falar em oceanos abertos, nuvens de gafanhotos, sapos, inseminações divinas, ressurreições, caminhadas sobre águas, curas inexplicáveis, multiplicação de pães e peixes, etc. Concordo ser mais cômodo atribuir tudo isso a divindades e avatares com nomes diferentes, com martelos poderosos, raios punitivos, capacetes de invisibilidade e outros. Perseu, Circe, Odin, Thor, Merlin, Noé, Moisés, Jesus, Buda, Khrishna, Maomé e muitos expoentes da religião e da mitologia já estão eternizados pela humanidade.

Contudo, aprendi desde cedo a não aceitar respostas do tipo “porque é”.   Não me considero um curioso, busco explicações convincentes e comprováveis, sustentadas por fundamentos científicos ou por uma lógica aceitável. Todos os registros da história do mundo podem ser aceitos se devidamente respaldadas. Aceitar por imposição de outros interesses, por uma fé inabalável ou pela credulidade ilimitada não faz parte do meu repertório. Ao longo da vida acumulei conhecimento e informações que hoje me permitem entender alguma coisa e supor outras. Não viverei para concluir tudo o que preciso, mas estarei satisfeito a cada progresso efetuado em relação à ignorância dos preceitos injustificados. Não sei se verei o retorno de quem semeou todas as incríveis possibilidades existentes há milhares de anos. Pode ser que os nossos cientistas respondam por eles.

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