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Sandubal

Sandubal

Sempre sanduichado pelas fatias do destino, separado em detalhes e em perfis de corte fino.

Apoiado na fatia do passado, sob a fatia do futuro reservado, recheio de presente e de alento, mastigado em respeito ao sabor do tempo.

Tenro ou resistente aos dentes das bocas famintas, dilacerado impotente às mordidas indistintas.

Iludo as papilas gustativas da calma, misturado a ingredientes do corpo e da alma.

Agrado de uns e de outros nem tanto, objeto do desejo do gourmet sacrossanto.

Degustação dos deuses no cardápio da vida, preferência ligeira da dieta sortida.

Ofereço a certeza na opção desejada, aromas, misturas, perfeição alcançada.

Harmonia discreta na receita composta, prazer desmedido, extensão na resposta.

Na companhia do suco, da cerveja ou do vinho, dividido por dois ou comido sozinho.

Estou à mão, estou em casa, estou saindo à francesa, servido em bandeja, no pacote ou à mesa.

Saciando sua fome me sinto feliz, descrito em cartaz pela escrita do giz.

Quero apenas sua boca, sua ânsia gostosa, sua satisfação muito louca, mais que elogiosa.

Supero o requinte, o finesse, a etiqueta, devorado em movimento ou sentado na sarjeta.

Sou sublime no limite, sou bastante na pressa, consumo obrigatório de quem ora começa.

Há quem use e abuse, saboreie e repita, nas calçadas da fama, nos caminhos de brita.

Aprecie o meu gosto sem moderação, se lambuze no molho da minha paixão.

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