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Freio de arrumação

 Aviao-da-Fab

O povo cansou de tudo com um quê de atraso. Talvez por muita paciência, mais comodismo e mínima disposição de mudar. Ainda restam aqueles a defender o indefensável, os que preferem sustentar a hipocrisia de governantes cínicos. Optam por aplaudir os macacos mudos, surdos ou cegos, apenas por considerarem mais fácil do que reconhecerem o erro de suas escolhas.

A verdade é que a massa, verdadeira responsável pelo desenvolvimento do país, não aguentou prolongar o escárnio dos políticos, a sordidez dos roubos à luz do dia, escancarados e impunes. Governos e governos de corrupção cada vez mais declarada, com escândalos batendo à porta das Assembleias Legislativas, das Câmaras Estaduais, do alto clero da Câmara Federal, dos gabinetes ministeriais, da sala presidencial.

Os mesmos governantes que elevaram muita gente à classe média proporcionaram aos emergentes a visão crítica dos ansiosos pelos serviços públicos básicos. Um país desenvolvido não é onde os pobres andam de carro, mas onde os ricos andam de transporte público. Esses dizeres de uma faixa numa das manifestações retratam bem os anseios de uma população insatisfeita.

Agora o problema ficou mais complexo. Além de infiltrações de desordeiros, vândalos e marginais entre os manifestantes pacíficos, não há lideranças para negociar e o os rumos do movimento se desvirtuaram, surgindo o tradicional aproveitamento dos oportunistas. Já se desconfia de interesses patronais nos bloqueios de caminhoneiros, por exemplo. O país está refém de distúrbios inconsequentes, de gargalos na distribuição de produtos essenciais à roda da economia, que não pode parar.

O direito de ir e vir se vê comprometido. Os cidadãos começaram a se ressentir da ausência de segurança. Os governantes temem a perda de vidas em confrontos com os baderneiros e preferem assistir a depredação do patrimônio. O caos periga se estabelecer. Quem vai dar o freio de arrumação nesse trem desgovernado? Que alguém o faça logo, a democracia não pode ser arranhada, muito menos ameaçada. Gente, vamos respirar, contar até dez e fazer um balanço da situação.

Depois é cobrar com bastante rigidez dos verdadeiros responsáveis por esse estado corrompido e desigual, pseudo republicano e com supostas agendas sociais maquiadas. Por incrível que pudesse parecer, em meio ao clamor popular extremo, os presidentes do Senado e da Câmara Federal, políticos emblemáticos do momento que vivemos, usaram recursos públicos de gastos elevados para o atendimento de necessidades pessoais. Pura e simplesmente porque todos eles consideram isso direito adquirido e justo de uma casta custeada pelo suor dos trabalhadores brasileiros. Não passa pela cabeça dessa gente que tais atitudes desqualificadas e impensáveis não podem onerar o povo brasileiro? Isso tem que acabar de imediato, a qualquer preço. É só olhar para a história dos povos, nossa grande inspiradora, e acabar com essa farra. Antes tarde do que nunca.

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