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O resgate do Facaamolada

O resgate do Facaamolada

Há meses busco recuperar esse espaço para a disseminação das minhas ideias e me sobrepor à pandemia. Há meses busco recuperar esse meu espaço para disseminação das minhas ideias e me sobrepor à pandemia. Lutei com bravura, enfrentando monstros virtuais e barreiras no atendimento. Ameaçado por esses dragões cibernéticos, recuei algumas vezes, apenas por estratégia. Desistir jamais passou pela minha cabeça.

E aqui estou, arranhado no ego e íntegro na alma. Já não são muitas as motivações a me moverem, as mais relevantes me colocam em teste com relativa e incômoda frequência. Reconheço sinais de cansaço moral, tolhendo ainda mais a vitalidade de um corpo sexagenário em transição para ocaso. É a fase da vida na qual cada dia normal passa a ser uma dádiva. Abrimos os olhos pela manhã sem decifrar o mistério de permanecermos vivos. E isso, por si só, me parece estimulador e definitivo.

Mesmo diante de um vírus frenético, responsável pela mudança radical no comportamento mundial. Nos vimos transportados à Idade Média, assombrados com os 25 milhões de mortos pela peste bubônica, entre 1347 e 1353. Ela também iniciou na China e se espraiou depois pelo mundo. Ou tememos algo qual a Gripe Espanhola, surto mundial entre 1918 e 1920, ceifando mais de 20 milhões de almas.

A humanidade, a exemplo daqueles momentos nefastos, vem perdendo vidas de faixas etárias as mais diversas. Nem por isso vemos a necessária conscientização para confrontar um inimigo insidioso e invisível. Ele nos armou ciladas, traiçoeiro, cruel, pérfido. Entretanto, as pessoas parecem continuar considerando as notícias exageradas e seguem circulando descuidadas. Pior, aglomeradas aqui e acolá. A senhora com a foice está muito satisfeita.

Entrincheirado atrás do computador, e ainda sem a vacina, luto com as armas disponíveis: as informações, a ciência e o bom senso. Tenho feito a minha parte, o problema são os outros. Inspirado em Don Quixote, segundo os céticos, travo o bom combate contra os meus moinhos de vento.

Até agora, estou vencendo.


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