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Dia Mundial do Rock

Em 1971, no meu aniversário de 15 anos, me presenteei com a obra prima do The Who, o LP importado “Who’s Next”. Naquela época eu queria ser o Pete Townshend. As letras de protesto, os solos “manivela” na Telecaster 52 ou na Stratocaster 57, a rebeldia e o protagonismo no The Who, minha banda preferida, povoavam a minha imaginação. Pete era o meu alter ego, minha inspiração, minha liberdade represada pela ditadura e pelos grilhões da responsabilidade mal aceita.

Passados 46 anos, ainda me recordo da minha compra histórica. Eu comprava meus discos no Méier, na Cláudia Discos da Rua Amaro Cavalcante, perto do Bruni. Mas lá não vendiam os importados. Naquele dia, saí do Santo Inácio direto para o 502 da Barata Ribeiro, no altar sagrado da música, a loja Modern Sound. Dentro do ônibus 136 eu me perguntava quanto tempo demoraria para chegar ao destino e pegar aquela bolacha recém-lançada. A minha Garrard 52 B aguardava ansiosa para encostar a agulha da cápsula Shure no acetato e, amplificado pelo STR 860, ecoar o som refinado da banda inglesa, quebrando o silêncio sepulcral das ruas de Del Castilho.

Sempre gostei de música boa, não importando o ritmo. O rock, entretanto, tem um capítulo à parte na minha vida. Muitos momentos especiais da minha caminhada por essas plagas estão marcados na minha memória com as letras de Pete Townshend, a bateria de Keith Moon, o teclado de Mike Rutherford, a guitarra de David Gilmour, o baixo de John Entwistle ou a voz de David Coverdale. Além deles, outros inúmeros talentos de bandas fantásticas, privilégio da minha geração.

Hoje, Dia Mundial do Rock, rendo minha homenagem a tantos foras de série, ainda em atividade ou não, de um gênero musical atemporal. Aliás, música de qualidade independe da época ou do ritmo.

#ThanksTHEWHO

#ObrigadoROCK&ROLL


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