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A nova ordem

A nova ordem mundial se mostra anárquica. Mesmo evitando noticiários, numa desesperada busca de autopreservação, as imagens pela internet nos agridem com a força das tormentas. E, atormentado pela frieza dos fanáticos assassinos de cada dia, me obrigo a escrever. Crianças destroçadas pela maldade inaceitável de loucos sanguinários, loucura assemelhada à residente na mente de poderosos líderes mundiais. Esses, cujo passatempo preferido consiste em brincar de guerra com milhões de vidas inocentes em jogo, podem nos reduzir a pó em fração de segundos.

Não bastassem esses transtornados, nesses tempos de perda simultânea, passam os amigos, os parentes, os meio parentes, os inocentes assassinados, os poetas populares, os bardos sofisticados e os personagens vivos de atores mortos. Nessa última categoria se incluem os casos do Ivanhoé, do James Bond e do Brett Sinclair, um trio eterno como não será Sir Roger Moore. Mas o mundo só pausa para alguém descer no ponto determinado para cada um. No seu percurso inexorável, o planeta água se apequena diante da crescente ignorância. A multidão a aplaudir o gênio Antonio Gaudí pelas ruas lotadas daquela Barcelona em 1926, cansou de considerá-lo excêntrico e mesmo louco. Quando um bonde o atropelou, Gaudí foi confundido com um mendigo e internado com um nome fictício.

A morte nos ronda desde o nascimento, enquanto os ignorantes teimam em desperdiçar momentos preciosos. Desprezam amores insubstituíveis, flertam com a infelicidade o tempo todo, apegados a insignificantes detalhes ampliados pela magnificência maiúscula da poderosa lupa de sua miopia. Baderneiros de plantão, vândalos remunerados, idiotas travestidos de simpatizantes com causas insustentáveis brotam entre as pedras do caminho sem volta da humanidade. A sanha insaciável dessa gente faz agonizar a democracia, o livre arbítrio e o direito de ir e vir, asfixiados por seitas sem fé, por desequilibrados oportunistas, verdadeiros ratos a se divertirem com a versão tupiniquim da flauta de Hamelin.

Não há escolha. Viva da melhor maneira e usufrua desse milagre da construção física e anímica, não desperdice cada oportunidade de ser feliz.

Não faça como o Robin Williams, faça como o personagem dele em “Sociedade dos poetas mortos”, o inesquecível professor John Keating.

Afinal, se os personagens são eternos, CARPE DIEM.


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